Previdência Privada em 5 Etapas Embora existam inúmeras literaturas voltadas a orientação dos investidores na compra de um Fundo de Previdência Privada, a maioria acaba cedendo as recomendações dos gerentes ou consultores, sem empregar um critério próprio de escolha. Preparamos um cronograma com cinco critérios que devem ser examinados pelo investidor, na hora da aquisição de um Fundo de Previdência Privada. Cada critério será analisado em posts semanais. 1º Escolha: Regime de Tributação Os recursos aplicados em um Fundo de Previdência, não serão tributados durante o período de acumulação, apenas no momento do resgate. Logo na contratação, você deverá optar pelo Regime de Tributação que será aplicado na hora do resgate, optando pela Tabela Regressiva ou Progressiva. Veja a seguir, as vantagens e desvantagens de cada um dos Regimes de Tributação aplicados sobre os Fundos de Previdência Privada e uma Análise, sobre a melhor alternativa. Tabela Regressiva O objetivo é estimular as aplicações de longo prazo, desta forma, a alíquota de imposto, dependerá do tempo acumulado até a data do resgate. A alíquota do imposto começa mais alta, 35%, para investimentos mantidos por menos de dois anos e vai caindo, à medida que o dinheiro permanece investido, até atingir alíquota de 10%, válida para depósitos mantidos por mais de 10 anos. Caso você decida resgatar o valor investido após 5 anos, para as contribuições feitas nos primeiros 24 meses, a tributação será de 35%, e as contribuições feitas nos últimos 36 meses, serão tributadas em 30%. Caso o resgate do valor investido ocorra após 12 anos, vale a mesma regra, as contribuições que completaram 24 meses de investimento, a tributação será de 35%, as contribuições que completaram entre 24 meses e 36 meses de investimento, serão tributadas em 30%, as contribuições que completaram entre 36 meses e 48 meses de investimento, serão tributadas em 25%, e assim por diante, até chegar as contribuições feitas a mais de 10 anos, que serão tributadas em 10%. No momento do resgate, todo o valor investido deverá ter um período de acumulação superior a 10 anos, para se valer da alíquota mínima de 10%. O que só ocorrerá a partir de 20 anos de investimento. Portanto, os  resgates pelo regime regressivo, não existe o conceito de taxa média,  cada aporte terá o tempo de contribuição contado a partir da data de sua aplicação. É como se cada contribuição no plano fosse para uma conta individual, e que cada uma contaria seu próprio tempo. No momento do resgate, os primeiros aportes terão a preferência. Tabela Progressiva Neste opção, paga mais ao “leão”, quem resgata mais. É a mesma tabela que determina a alíquota do Imposto de Renda sobre o seu salário. A alíquota incide de forma progressiva conforme o valor resgatado, conforme a tabela de Imposto de Renda da Receita Federal. Quem opta pela tabela progressiva pode mudar para tabela regressiva, mas quem opta pela tabela regressiva, não poderá mudar para a progressiva. A Tabela Regressiva não tem volta. Fique atento, é possível que, ao mudar do regime progressivo para o regressivo, a instituição queira considerar esse movimento, como a data inicial do investimento. O tempo passado não entrará na conta e será como se você estivesse iniciando a aplicação. Nesta transição de tabela progressiva para a regressiva, não deverá haver pagamento de imposto de renda, e verifique a cobrança de alguma taxa administrativa por parte do distribuidor. Análise A opção pela Tabela Regressiva ou Progressiva deve levar em consideração o TEMPO DISPONÍVEL PARA A APLICAÇÃO e a  RENDA TOTAL com que deverá se aposentar. Quando a aplicação da Tabela Progressiva é a melhor opção para o seu Plano de Previdência Privada? Quando se tiver convicção de que a renda total na aposentadoria não irá ultrapassar a média de  R$ 4.000 mensais ou R$ 45.000 anuais. Neste caso, o uso da Tabela Progressiva permitirá que a maior parte da renda mensal tributável esteja entre a faixa de isenção e a incidência da alíquota de 7,5%, ficando uma pequena parcela da renda tributável com a alíquota de 15%. A renda total na aposentadoria é a soma do saque mensal no Fundo de Previdência Privada, a aposentadoria do INSS e eventuais outras rendas, como aluguéis, por exemplo. Ou quando o investidor, independente do valor que for sacar, não se tiver convicção de que poderá manter os recursos aplicados no Fundo de Previdência Privada, por um prazo médio superior seis anos. Neste caso, maior parte dos investimentos estará na faixa de tributação igual ou superior a 30%. Apesar da legislação autorizar a troca do regime de tributação progressivo para o regressivo, não conte com isso. Caso ocorra a troca, possivelmente a data da movimentação passará a ser considerada, como a data inicial do investimento. O tempo passado não entrará na conta e será como se você estivesse iniciando a aplicação.  Quando a aplicação da Tabela Regressiva é a melhor opção para o seu Plano de Previdência Privada? Quando o investidor tiver convicção, de que poderá manter os recursos aplicados  no Fundo de Previdência Privada, por um prazo médio superior seis anos. A tributação regressiva foi criada para estimular as aplicações de longo prazo – que devem ser o objetivo dos planos de previdência. Resgates de curto ou médio prazo a Tabela Regressiva penalizam os investimentos previdenciários de forma expressiva. Nos resgates pelo regime regressivo, não existe o conceito de taxa média, cada aporte terá o tempo de contribuição contado a partir da data de sua aplicação. É como se cada contribuição no plano fosse para uma conta individual, e que cada uma contaria seu próprio tempo.
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