Logo na contratação, você deverá selecionar uma forma de usufruto dos recursos acumulados em um Fundo de Previdência Privada. O participante terá a possibilidade de optar pela retirada total ou por uma modalidade de renda, podendo alterá-la antes da data de saída do plano. Confira as formas de resgate normalmente disponíveis aos investidores em Fundo de Previdência Privada e uma análise sobre vantagens e os riscos de cada escolha.

Resgate Total: ao entrar no período de usufruto, o titular poderá optar pelo resgate total dos recursos. Embora tentadora, a opção de resgate total de um Fundo de Previdência é a opção mais arriscada, devendo ser adotada por investidores bastante disciplinados, que possuem absoluto controle de seu orçamento, ou àqueles que planejaram destinar os recursos a aplicações específicas, como a compra de um imóvel ou um empreendimento.

Renda Mensal Vitalícia: neste caso haverá o pagamento de uma renda mensal, exclusivamente ao titular do Fundo de Previdência, enquanto ele viver. O benefício é cancelado, quando o titular morre. No caso de falecimento, o saldo acumulado não poderá ser resgatado por nenhum beneficiário e ficará de presente para a instituição financeira.

Renda Mensal Temporária: ocorre o pagamento de uma renda mensal, exclusivamente ao titular do Fundo de Previdência, durante o período determinado pelo investidor ou limitado no regulamento do Fundo de Previdência. O benefício cessa ao final do período contratado, ou com o falecimento do titular. No caso de falecimento, antes do final do período contratado,  o saldo acumulado não poderá ser resgatado por nenhum beneficiário e ficará de presente para a instituição financeira.

Renda Mensal Vitalícia, com prazo mínimo garantido: ocorre o pagamento de uma renda mensal ao titular do Fundo de Previdência, por um prazo mínimo determinado pelo investidor ou limitado no regulamento do Fundo de Previdência. No caso de falecimento antes do prazo mínimo, a renda mensal deverá ser transferida a um ou mais beneficiários, na proporção estabelecida pelo titular, até o término do período mínimo contratado. No caso de falecimento depois do prazo mínimo, o benefício será cancelado e o saldo não poderá ser resgatado por nenhum beneficiário e ficará de presente para a instituição financeira.

Renda Mensal Vitalícia, reversível ao beneficiário: haverá o pagamento de renda mensal ao titular do Fundo de Previdência. No caso de falecimento, a renda mensal deverá ser transferida a um beneficiário, na proporção estabelecida na contratação do Fundo de Previdência.

Renda Mensal Vitalícia, reversível ao cônjuge, com continuidade para menores: haverá o pagamento de renda mensal ao titular do Fundo de Previdência. No caso de falecimento, a renda mensal deverá ser transferida ao cônjuge ou companheiro(a), na proporção estabelecida na contratação do Fundo de Previdência. No caso de falecimento do cônjuge ou companheiro(a), a renda mensal deverá ser transferida aos filhos, na proporção estabelecida na contratação do Fundo de Previdência, até que os mesmos completem a maioridade. No caso de falecimento do cônjuge ou companheiro(a), antes do titular, os filhos passaram a ser os beneficiários diretos, até que os mesmos completem a maioridade. No caso de falecimento de um filho menor de idade, a renda que lhe seria de direito será dividida em proporções iguais, entre os outros filhos menores. Quando da maioridade de todos os filhos ou falecimento, o benefício mensal será extinto e o saldo investido ficará de presente para a instituição.

Renda Mensal, por prazo certo: neste caso ocorre o pagamento de renda mensal determinada pelo titular, durante um período limitado no regulamento do Fundo de Previdência. No caso de falecimento, a renda mensal deverá ser transferida a um ou mais beneficiários, na proporção estabelecida pelo titular, até o término do período contratado. No caso de um beneficiário falecer, a renda que lhe seria de direito será transferida aos seus sucessores legítimos.

Vantagens e Riscos

A contratação de uma renda vitalícia, renda temporária ou por tempo determinado, leva em consideração o risco da longevidade.

No caso da renda temporária ou por tempo determinado, você assumirá o risco relacionado ao tempo de usufruto, em troca de um custo menor e/ou de uma renda mensal maior.

Quando contratamos a renda vitalícia, repassamos o risco de longevidade a instituição. Ou seja, você transfere o risco de haver uma diferença entre o tempo de vida e o volume de recursos que foram acumulados.

A escolha de uma vitalícia reversível, deve considerar a importância desta receita para o padrão de vida de seus beneficiários, após o falecimento do titular. Mas para tornar o benefício reversível, o titular terá de arcar com custos administrativos maiores e optar por Fundos de Previdência Privada mais caros, e/ou abrir mão de parte da renda mensal no período de usufruto.

Considerando a constante instabilidade econômica e o aumento constante da longevidade, sugerimos que se priorize a contratação dos produtos que estendam o benefício até o falecimento do seu titular.

Quanto a reversibilidade aos beneficiários, sugerimos que mantenha um produto de previdência dedicado exclusivamente a composição do poder de consumo do seu titular, durante o período de aposentadoria.

O amparo a beneficiários poderá ser deixado a cargo dos seguros de vida, ou da contratação de produtos de previdência adequado ao perfil dos mesmos. Desta forma, poderá haver maior diversificação da sua carteira de investimentos, melhor percepção e clareza das vantagens específicas de cada produto e menor custo.

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